As primeiras caipiras, uma mistura de sangue europeu com oriental
Segundo os historiadores com a introdução das raças de galinha asiaticas e orientais, durante o periodo colonial, a galinha da terra, que era formada basicamente pela leghorn europeia, foi se transformando e deu origem assim à vulgarmente conhecida como galinha crioula. Dessas misturas foram individualizadas cerca de cinco raças todas de origem duvidosa. A galinha de MACAÉ, é uma delas. Ela viveu no Estado do Rio de Janeiro, e, apesar da consanguinidade existente entre os diversos cruzamentos, conservou-se sob o mesmo aspecto e manteve as qualidades que a tornaram apreciável. Uns julgavam-na um resultado da crioula com varios cruzamentos nos quais predominou a Leghorn. Outros a consideravam uma degeneração da raça importada durante o descobrimento do Brasil.
Outra raça também originária do Rio de Janeiro era a CABU, de plumagem azul ardósia, que pelas características faziam lembrar uma ascendência andaluza.
Já em Santa Catarina originou-se o GALO-GALINHA possivelmente descendente do Indian Game, um cruzamento das raças procedentes da Ásia. Outra raça, a CARIOCA, é descrita como uma raça genuinamente brasileira. Ela obedecia mais aos padrões malaios, cuja infusão de sangue tanto influiu na formação da galinha criuola no Brasil. Foi conhecida em Portugal pelo nome de raça da Bahia.
E os estudos não param por aí. Eles revelaram a existência de uma outra variedade da CARIOCA conhecida como URUBU, uma ave pouco robusta portanto não utilizada para combates. De carne arroxeada, mais empenada, era bem conhecida no norte e nordeste do país, sobretudo Ceará e Pernambuco.
E outros documentos históricos do inicio do século XX notificam ainda uma outra variedade de galinha que poderia ser considerada tipicamente caipira.
Conhecida como CATTETE, tinha o corpo pequeno, penas muito lisas, pernas nuas, quatro dedos, crista muito baixa, cabeça pequena e cauda fina. Dizem os documentos que elas eram muito espertas, andavam sempre procurando alimento pelo chão e cantarolavam o tempo todo. Punham poucos ovos mas os galos eram bom de briga como aqueles de raça espanhola, famosos na época. Era também a melhor raça para quem criava pra vender porque era boa de engorda.(Osny Arashiro, A historia da avicultura do Brasil)